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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

"VAI QUE COLA": Falsas pesquisas eleitorais sem registro no TRE movimentam o cenário politico e viram motivo de piada em Santa Luzia do Paruá

Sem ter muitos recursos financeiros para encomendar pesquisas de opinião pública através de institutos credenciados, muitos pré-candidatos ao executivo municipal estão dando um "jeitinho brasileiro" de inovar e atrair a atenção de seus eleitores. A dinâmica atual inclui o compartilhamento de supostas pesquisas que sequer chegaram a ser registradas em órgãos regulamentadores. A prática não chega a ser nenhuma novidade, mas o exagero e a defasagem nos números chega a ser tamanha que nem mesmo os eleitores mais distraídos confiam na credibilidade dos dados expostos. No último trimestre uma pesquisa divulgada por um dos grupos políticos encabeçados por um grande empresário da cidade se fez o suficiente para que uma ruptura no próprio grupo se concretizasse, os números expostos foram contestados por "gregos e troianos" e ao contrário do esperado serviu para dar ainda mais descrédito às pesquisas eleitorais realizadas em Santa Luzia do Paruá. No estilo "VAI QUE COLA", muitos propagam falsas pesquisas por meio de redes sociais como Facebook e WhatsApp em uma tentativa desenfreada de enaltecer a figura de seus pré-candidatos. Em 2012, uma grande polêmica em torno do termo pesquisa eleitoral foi tida como crucial em Santa Luzia do Paruá, após um dos candidatos tido como segundo colocado questionar a veracidade das informações publicamente, tendo que em seguida se justificar com a justiça eleitoral e caindo em descrédito após o ocorrido. O costume imediatista de querer prever o resultado das eleições que serão realizadas no mês outubro do presente ano não deixa de ser tentador, o problema é que quem a partir deste ano divulgar uma pesquisa falsa sem que esta tenha sido registrada na Justiça Eleitoral passará a cometer um crime segundo a nova regulamentação do TSE. A regra passou a valer desde o dia 1º de janeiro, as empresas que fizerem pesquisas de opinião pública sobre as eleições municipais destinadas a conhecimento público serão obrigadas a registrá-las na Justiça Eleitoral. Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina o assunto, o registro deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias. A divulgação de pesquisa sem o prévio registro e a eventual divulgação de pesquisa fraudulenta constituem crimes, puníveis com detenção de seis meses a um ano e multa de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00.

OUTRAS MUDANÇAS VÁLIDAS PARA AS ELEIÇÕES DESTE ANO
De acordo com a regulamentação do tribunal, os veículos de comunicação ficam sujeitos a punição se publicarem pesquisa não registrada, mesmo que apenas reproduzindo matéria veiculada em outro órgão de imprensa.
Conforme a normatização do TSE, durante a campanha eleitoral, é proibida a divulgação de enquetes ou de quaisquer outros levantamentos de opinião relativos às eleições que não estejam de acordo com as determinações expressas baixadas pelo TSE.  

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