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sexta-feira, 7 de abril de 2017

“PAPELÃO”: Vereadores aliados do prefeito Plácido votam contra projeto que cobrava fixação da escala e horário de trabalho de médicos e profissionais de saúde, em locais visíveis para toda a população

A sessão da Câmara realizada nesta sexta-feira (07), em Santa Luzia do Paruá trouxe um momento impar e ao mesmo tempo serviu para “separar o joio do trigo” como muitos sábios costumam se referir.
Ao ser colocado em apreciação um projeto de lei que visa em resumo, a obrigatoriedade da fixação em lugar visível da lista de profissionais de saúde, com o devido registro profissional, jornada de trabalho semanal e diária e escala de trabalho em estabelecimentos públicos de saúde, o que se viu foi um verdadeiro “show” de incoerências e hipocrisia. A necessidade da cobrança se deu após denúncias da população acerca do não comparecimento de profissionais nos locais de trabalho dentre outras errôneas situações (suspeitas) que ocorrem cotidianamente no município.
O art. 2º do projeto explicita que caso o profissional de saúde por motivos justificados ou não, faltasse ao trabalho não sendo possível o seu comparecimento para atender os que necessitassem de atendimento, a ausência deveria ser justificada e afixada em local visível, algo simples de ser feito por assim dizer.
A ausência de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros profissionais) nos estabelecimentos da cidade seguirá então sendo “acobertada” pela falta desses dispositivos fiscalizatórios e de transparência.
A contar como exemplo, uma mãe de família que possui seus afazeres e tem a necessidade de comparecer ao hospital ou a um posto de saúde para realização de um determinado ato, saberia ao certo em que dia, hora e local aquele profissional estaria atendendo, podendo além de fiscalizar os profissionais, se programar para não “dar viagem perdida”.
O projeto e sua aprovação seria um ganho sem precedentes para a população ao passo que, cada morador e usuário da política de saúde saberia os dias e horários que cada profissional presta atendimento na rede pública, podendo se programar para ir nos locais tendo a ciência que será realmente atendido, bem como também teria a segurança de que o profissional de saúde estaria devidamente inscrito no Conselho Profissional e apto para exercício de sua profissão.
Ao boicotar o projeto, os vereadores não presumiram o bem que este poderia trazer para a população e enquanto alguns alegaram votar contra por questões políticas, outros tentaram se justificar alegando anormalidades não existentes.
A única exceção entre os vereadores aliados do prefeito foi o vereador Brogodó, que votou a favor do projeto tendo ciência que este traria benefícios para a população luziense. O fato de ter votado a favor do projeto de acordo com presentes no recinto, fez com que alguns vereadores aliados do prefeito, “puxassem a orelha” (de forma verbal) do recém-chegado colega, perguntando de que lado ele estava.
Após o encerramento da sessão, alguns vereadores aliados do prefeito, nos bastidores tentaram se explicar alegando terem sofrido pressão pela não aprovação do mesmo, o que decepcionou ainda mais os vereadores que foram a favor do projeto, já que este beneficiaria de forma direta e indireta todos os segmentos da sociedade luziense, independente de lado político-partidário.


Em resumo, votaram a favor do benefício:
Vereador Brogodó
Carlos Alberto
Valmir Bispo Macedo
Pontinha Jr

Votaram contra o referido projeto:
Ayrton Alencar
Felipe Ferraz
Novinha
Newtinho

Confira na integra, a cópia do projeto e da votação em plenário:







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