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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Sem querer, mídia paga pela Prefeitura de Santa Luzia do Paruá tenta "desconstruir" denúncia mas acaba confirmando a mesma

Preocupados em “cortar a mão para salvar o braço”, a atual gestão municipal não tem poupado esforços para tentar demonstrar aparente tranquilidade na área da saúde, algo inexistente até o presente momento. Basta uma denúncia vim à tona, que logo um grupo subordinado a prefeitura inicia a operação “abafa caso”, a estratégia é sempre a mesma, a princípio, de acolhimento para caso não haja resultado positivo, partir para a intimidação. Em um caso registrado na semana passada, uma senhora denunciou o péssimo atendimento e os suscetíveis erros nos procedimentos adotados com relação a seu filho, a criança diga-se de passagem teve seu estado de saúde agravado graças ao deficiente atendimento médico, indignada a mãe de família gravou um vídeo denunciando o caso e prometendo procurar o Ministério Público contra a Secretaria de Saúde, para tentar aplacar a situação, profissionais envolvidos registraram um Boletim de Ocorrência contra a divulgação do ocorrido e contra as acusações da mãe envolvida, ou seja tentaram desqualificar o desabafo da mãe e muitos aliados da atual gestão chegaram a insinuar uma simulação. A criança após o ocorrido, passou vários dias internada até receber alta médica.
O segundo caso, registrado nesta semana foi denunciado pelo senhor Valdir, residente na Vila Santo Estevão. O pai de família aceitou gravar um vídeo para um terceiro relatando sua situação e denunciando a falta de atendimento às necessidades do mesmo desde janeiro deste ano e afirmando que o mesmo atendimento (dado por um fisioterapeuta) era recebido pelo mesmo até dezembro de 2016 quando se encerrou a antiga gestão. Logo, a operação “abafa o caso” entrou em cena e uma funcionária contratada pela Secretaria de Saúde e parente do mesmo foi acionada para gravar um vídeo do mesmo tentando descontruir o primeiro discurso e ir contra o responsável pela gravação do vídeo, o fato foi repassado pelo próprio Valdir, após a gravação do segundo vídeo em ligação relatou que pessoas ligadas a gestão o pressionaram a registrar um B.O. contra o autor da gravação alegando a não autorização para divulgação “fora do município”.
O problema é que ao tentar descontruir seu discurso no primeiro vídeo, o principal personagem da história confirmou várias verdades, inclusive a de que estava sem receber a atenção e tratamento desde janeiro. Após a gravação do segundo vídeo, seu Valdir (trabalhador humilde que precisa urgentemente receber atendimento para voltar a trabalhar) recebeu a promessa de que a partir daquele momento seu caso iria ser solucionado, em outras linhas, precisou a denúncia chegar ao conhecimento público para que simples providências fossem tomadas.
O caso não é singular, novas denúncias de pacientes de Santa Luzia do Paruá sem recebimento do referido atendimento, após a divulgação do referido vídeo já foram registradas e deverão ser encaminhadas primeiramente ao Ministério Público para depois receberem a devida publicidade, caso não sejam solucionadas em tempo hábil.



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