Últimas notícias

quarta-feira, 29 de março de 2017

Em Santa Luzia do Paruá: Lixo hospitalar é descartado de forma irregular, colocando em risco a saúde pública

A denúncia veio à tona nesta quarta-feira (29), através das redes sociais usuários da política de saúde registraram o lixo acumulado onde funcionara um hospital improvisado pela atual gestão do município, até ai tudo bem, o problema é que o lixo armazenado no local se trata de lixo hospital (frascos, seringas usadas, luvas descartáveis e outros materiais cujo manuseio requer uma série de cuidados específicos).

O descarte do lixo deveria seguir uma série de pré-requisitos o que não houve, colocando em risco a saúde pública dos luzienses. Uma hora depois de tomar ciência da gravidade da situação e das graves denúncias através das redes sociais, funcionários da Secretaria de Obras compareceram ao local para recolher o material e evitar que o assunto ganhasse novos contornos e críticas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu regras nacionais sobre acondicionamento e tratamento do lixo hospitalar gerado - da origem ao destino (aterramento, radiação e incineração). Estas regras atingem hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios, necrotérios e outros estabelecimentos de saúde. O objetivo da medida é evitar danos ao meio ambiente e prevenir acidentes que atinjam profissionais que trabalham diretamente nos processos de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação desses resíduos.

De acordo com a Resolução RDC nº 33/03, os resíduos são classificados como:

• Grupo A (potencialmente infectantes) - que tenham presença de agentes biológicos que apresentem risco de infecção. Ex.: bolsas de sangue contaminado;

• Grupo B (químicos) - que contenham substâncias químicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade. Por exemplo, medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de Raio-X;


• Grupo C (rejeitos radioativos) - materiais que contenham radioatividade em carga acima do padrão e que não possam ser reutilizados, como exames de medicina nuclear;

• Grupo D (resíduos comuns) - qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes, como gesso, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis;


• Grupo E (perfurocortantes) - objetos e instrumentos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.

DEIXE SEU COMENTÁRIO:

Todos os direitos reservados © 2014 | Layout modificado por Genesis Design