Últimas notícias

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

As mulheres que venceram a concorrência masculina, a desconfiança e o preconceito nessas eleições

Não é preciso ser nenhum especialista politico para entender que, ainda há muito preconceito arraigado dentro da sociedade brasileira, no que se refere a participação política de mulheres nas decisões que regem o nosso cotidiano. Em um contexto mais amplo da situação, o movimento feminino que hoje, tem muitos motivos pra comemorar anda tem muitos desafios distantes de serem superados em todos os setores possíveis. A desconfiança que provem dos setores machistas ainda que obscuramente tenta monopolizar as decisões que regem o cotidiano do Brasil, dos estados e dos municípios.
Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira, pela primeira vez, em âmbito nacional, votou e foi votada. A luta por esta conquista durou mais de 100 anos, pois o marco inicial das discussões parlamentares em torno do tema começou em meados do Século XIX.
O predomínio dos homens na politica brasileira atualmente, ainda é vista com um favor preocupante se observamos que a maioria dos eleitores brasileiros pertence ao sexo feminino.
Os números sobre o eleitorado feminino, a cada eleição maiores, mostram uma evolução na participação das mulheres como cidadãs. Em 2008, havia uma maioria feminina no universo de 130 milhões de eleitores. De total, 51,7% eram mulheres. No pleito de 2010, elas somaram 51,82% dos 135 milhões de eleitores. Já nas eleições de 2012, as mulheres representaram 51,9% dos 140 milhões de eleitores. Em contrapartida, apenas 31% dos candidatos das Eleições 2016 são mulheres.
Em 1996, o Congresso Nacional instituiu o sistema de cotas na Legislação Eleitoral -que obrigava os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais. No ano seguinte, o sistema foi revisado e o mínimo passou a ser de 30%.
Segundo dados do sistema DivulgaCandContas, do total de candidatos destas eleições, 155.587 (31,60%) são do sexo feminino, e 336.819 (68,40%) são homens. Na disputa para os cargos de vereador em todo o país, essa proporção é ainda maior: 32,79% são candidatas. Na disputa majoritária (para prefeito), 12,57% dos candidatos são do sexo feminino.
Mostrando um estilo ousado e desafiador de liderar, atrair e conquistar a confianças dos mais desconfiados, destacamos 06 mulheres que tiveram que enfrentar grandes desafios (preconceito e desconfiança) para se sagrarem vencedoras nas eleições 2016.
Maria Josenilda Cunha Rodrigues (47 anos) ou Josinha Cunha como é popularmente conhecida, é irmã do deputado Josimar de Maranhãozinho e conquistou 12.888 votos (54,40%) vencendo Zé Costa, um nome de peso dentro da cidade de Zé Doca. Aos poucos as ironias, brincadeiras de tom preconceituoso foram sendo sucumbidas pela modéstia e pela disposição daquela que no dia 02 de outubro se tornou a prefeita de uma cidade que antes era tida como modelo para a região Alto Turi e hoje se apresenta como "esquecida no tempo".
Iracy Mendonça Weba (64 anos) ou Dona Iracy como é carinhosamente conhecida por onde passa, carrega sobre si a certeza contida na afirmação que diz "por trás de um grande homem sempre haverá uma grande mulher". Levando sobre seus ombos o peso de tirar do poder Delmar Sobrinho, Iracy não titubeou e em uma das eleições mais acirradas da história politica de Nova Olinda, conseguiu se sagrar vencedora sobre Dra. Rosa Claúdia, candidata a prefeita que tinha apoio de Delmar.
Ilvane Freire Pinho (43 anos) ou simplesmente Ivone do Antonio da Paraense, traz sobre si uma particularidade. Uma das poucas candidatas que fez junção ao nome do marido para proporcionar melhor conhecimento ao eleitorado. Antonio da Paraense já esteve no comando do município de Presidente Médici e deverá se utilizar de toda a sua experiencia para auxiliar sua esposa nesse novo desafio. Já Ivone tem uma oportunidade de ouro para mostrar que está apta para assumir o comando da cidade.
Maria Vianey Pinheiro Bringel (59 anos) ou somente Vianey Bringel.
A mesma já foi deputada estadual (2011-2015), é casada com o também médico e ex-prefeito de Santa Inês, Robert Bringel. Eleita deputada estadual em 2010 pelo PMBD, em 2014 se candidatou-se a deputada estadual, obtendo sua suplência.
Parte esmagadora da população de Santa Inês não demorou muito para em uma rápida analise, preferir Vianey a optar por permanecer com Ribamar Alves e suas repetidas polêmicas. Em uma eleição histórica Vianey derrotou Ribamar Alves com 32.874 votos em seu favor, chegando a preferência de 78,92% dos santainesenses.
Maria Teixeira Silva da Silva (48 anos) ou simplesmente Diva como prefere ser chamada, venceu grandes desafios em Centro Novo o que lhe permitir derrotar  Ney Passinho, aquele que seria o favorito aos olhos mais pessimistas. 
Diva venceu seu concorrente com uma diferença de 316 votos e após ser diplomada agradeceu a Deus pela oportunidade que lhe foi concedida.
Tatiane Maia de Oliveira (36 anos) ou Tate do Ademar como é conhecida é outra representante das mulheres que, precisou se esquivar das mais diversas criticas, tendo ao longo da campanha eleitoral se desvencilhar dos ardis questionamentos dos seus adversários para obter 57,70% dos votos (2.368 votos)




DEIXE SEU COMENTÁRIO:

Todos os direitos reservados © 2014 | Layout modificado por Genesis Design