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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

"ALÔ PROCON": Agência do Bradesco de Santa Luzia do Paruá oferece tratamento de "cachorro" para clientes

Mesmo obtendo o segundo maior lucro da história de um banco privado no Brasil (R$ 17,1 bilhões), o Banco Bradesco S/A segue insensível no que diz respeito à qualidade dos atendimentos prestados nas agências do interior do Maranhão. A estratégia da empresa em economizar desprivilegiando o atendimento aos usuários só enaltece um dos lados da história. Ao contrário dos comerciais de TV onde o cliente entra na agência gostando do que vê, onde é bem recepcionado e senta em uma poltrona confortável enquanto aguarda por pouquíssimos minutos até falar diretamente com o gerente, a realidade constrange quem precisa pagar suas contas ou resolver pendências financeiras relacionadas ao banco. No caso especifico da agência de Santa Luzia do Paruá, a média para realização de um atendimento simples gira em torno de 02 horas enquanto o tolerável pelos órgãos fiscalizadores é de somente 30 minutos. Para burlar esse contraste, uma prática se tornou comum na agência. Ao adentrar no estabelecimento bancário o cliente não é informado acerca da ficha com protocolo de atendimento gerada automaticamente por um terminal, o que se observa é que não existe nenhum cartaz ou outro material com orientações acerca do uso dessa ficha de atendimento. Ao analisar o painel do terminal, outro fato chama atenção, o telefone do Procon não está configurado na maquina (Mensagem explicita no terminal: PROCON - "CONFIGURAR O TELEFONE DO PROCON"), algo que rapidamente poderia ser resolvido se houvesse boa vontade por parte de quem a opera. Pra piorar ainda mais, um fato chama a atenção de quem está no interior da agência. Em média, de 30 a 30 minutos um funcionário fica encarregado de retirar inúmeras fichas de atendimento no terminal e destinar aos balcões de atendimento, uma prática no minimo irregular. Na manhã desta sexta-feira (05), registramos filas enormes dentro do estabelecimento, ocasionadas também pela ausência de correspondentes bancários na cidade. O problema se torna ainda mais grave devido a falta de funcionários na agência, nos caixas de atendimento em 90% do expediente só funciona com um único atendente que precisa "se virar nos 30" para atender preferenciais e não preferenciais. Os problemas independem dos funcionários que mesmo sobrecarregados e em pouco contingente, atendem com educação e sem perder a sensatez. Quem usa os serviços do banco precisa exercitar a paciência todas as vezes que precisa pagar um simples conta de energia, de telefone ou fazer uso de outros serviços, e quem se vê obrigado a tais ações, não aguenta mais receber tratamento de "cachorro" de um banco que lucra sem se preocupar com a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes. Enquanto o problema não tem soluções aplausíveis, a população local (24.663 habitantes , segundo dados IBGE 2015) segue sendo humilhada e sem ter como se abrigar em busca de seus direitos.

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