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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Cresce o número de vídeos difamatórios em Santa Luzia do Paruá e região. Especialistas alertam: Prática pode penalizar quem também compartilha

Com o crescimento das tendências tecnológicas e acesso simplificado a ferramentas como WhatsApp, o que anos atrás ficaria em completo anonimato, hoje se torna conhecido de forma explicita e ao alcance de qualquer pessoa que tenha livre acesso à internet em seu Smartphone. A sensação de anonimato associada ao sentimento de vingança, infelizmente tem direcionado esta mesma tecnologia para atos difamatórios. Um boato, um flagrante ou uma inverdade pode ser rapidamente compartilhada e causas danos morais a qualquer indivíduo escolhido como vítima. Vídeos com acusações sobre reputação de pessoas em sua maioria mulheres terminam por se espalhar pelas cidades da região. A facilidade na produção se dá através de aplicações como o VivaVideo, FotoGrid dentre outras. Com uma listagem em mãos e agindo confiados no anonimato, pessoas elaboram uma relação de desafetos tidos como "alvos" e produzem um vídeo simples, de poucos minutos de duração mas que pode trazer efeitos nada benéficos. A maioria das imagens usadas são adquiridas através de páginas pessoais mantidas pelas vítimas no Facebook, Instragam ou perfis no WhatsApp, Normalmente quem produz esse tipo de vídeo se usa de uma prática denominada de pirâmide, que permite que ao enviar um vídeo a alguém, esse vídeo possa se espalhar mais rapidamente através de grupos pelo WhatsApp. Sobre a crescente polêmica, o advogado Thiago Oliveira Panda resolveu se posicionar em sua página pessoal com algumas recomendações a quem se julgar prejudicado, dentre as quais algumas se fazem destacáveis abaixo:
1º - Qualquer pessoa pode ser vitima desse CRIME, logo que fotos estão facilmente disponíveis no perfil desse aplicativo e aqui no Facebook. 
2º - Quem perde seu tempo fazendo e distribuindo esse tipo de vídeo, além de desocupado(a) comete o crime de DIFAMAÇÃO, e em alguns casos até INJURIA E CALUNIA. E não se engane pensado que está imune de ser identificado, pois o tal de WhatsApp precisa de numero de chip de operadora quem são cadastrados em CPF, o que torna muito mais fácil de rastrear que no Facebook. A operadora pode informar facilmente o dono do chip que primeiro compartilhou o vídeo e será assim considerado o autor dele. 
3º - Não é apenas quem faz o vídeo que responde, quem espalha por grupos e outras contas também, responde como COAUTOR(A) do crime.
4º - Não é apenas a ação Penal que deve temer, mas também as cíveis, que visam a reparação dos danos causados. O que na melhor das hipóteses dá um PREJUIZO ao autor de, no minimo R$ 5 mil reais com advogado. 

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