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sábado, 22 de agosto de 2015

Impasse jurídico em Bom Jardim, impossibilita vice-prefeita Malrinete (PPS) de assumir a prefeitura da cidade

Antes de toda essa reviravolta provocada pela operação da Polícia Federal denominada de Éden, a então atual vice-prefeita de Bom Jardim já havia se manifestado de forma positiva no que diz respeito a uma possível candidatura nas eleições de 2016. Em junho do presente ano, a mesma chegou a afirmar na presença do jornalista Rafael Gonçalves que havia entrado na política não para enricar e sim para servir o povo com dignidade e lealdade. Em um trecho de sua fala Malrinete faz uso da seguinte afirmação: "Meu pai me orientou como teria que fazer para pagar os professores, agrademos a Deus em primeiro lugar e a população que nos deu apoio, não estou perseguindo a prefeita, sou apenas uma vice-prefeita, e todas as vezes que a Câmara ou a justiça afastar, tenho obrigação de assumir. Não ingressei na politica para enricar e sim para o servir o povo com dignidade e seriedade, nosso grupo politico é composto por pessoas simples, honestas e trabalhadoras, portanto, agradeço a todos que estão aqui, eu e meu pai estamos muitos felizes pela presença de vocês".
Com o puxar do gatilho da operação deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de prender os executores do esquema que desviou milhões da Prefeitura de Bom Jardim, a expectativa por parte da população local era que Malrinete respectivamente assumisse o cargo, porém uma jogada jurídica impetrada pela prefeita Lidiane tem frustado até o presente momento os planos da vice-prefeita e dos vereadores municipais.
Após Lidiane Leite (25 anos) "sumir do mapa", populares do município se veem com diversas dúvidas no que diz respeito a sucessão no cargo do executivo municipal. 
Os vereadores estão impedidos de realizar qualquer ação que vise afastar a prefeita do comando da cidade, por conta de uma medida cautelar obtida por Lidiane na Justiça. Ela já havia sido afastada três vezes do cargo: na primeira vez, em abril de 2014, pelo prazo de 30 dias após denúncias de improbidade administrativa, retornando ao cargo em 72 horas, depois de obter liminar na Justiça; na segunda, pelo período de 180 dias, em dezembro de 2014, com liminar suspensa pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em 48 horas; e  terceira em maio de 2015, retornando em 72 horas. 
A Câmara já se posicionou na última sexta-feira (21) e informou estar a procura de soluções louváveis para cessar mais esse impasse administrativo.
Enquanto isto não acontece, Aarão Silva, Presidente da Câmara Municipal, reafirmou que a vice-prefeita Malrinete Gralhadas (PPS) só poderá assumir o cargo quando houver oficialmente o afastamento da prefeita Lidiane.

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