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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Polícia investiga se índio vinha recebendo ameaças e se teria sido morto por se recusar a compactuar com madeireiros

A polícia abriu um inquérito para apurar a morte de um indígena na madrugada dessa terça-feira (28), no povoado Buraco do Tatu, que fica a 40 km do município de Santa Luzia do Paruá. O líder da aldeia Ximborendá, identificado como Eusébio Kaapor, foi assassinado a tiros.
O conflito já vinha se arrastando há pelo menos quatro anos, tanto que o assunto já foi destaque na imprensa nacional.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) se manifestou sobre o caso e classificou o crime como sendo 'motivado por conflito decorrentes da exploração ilegal de madeira em terras indígenas'. Eusébio Kaapor foi enterrado no final da tarde dessa terça-feira na aldeia Axiguirendá.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) informou, por meio de nota, que uma comissão foi criada para investigar o caso. Veja a nota na íntegra:
"A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), por meio da Delegacia Geral, informa que foi criada grupo especial para apurar as circunstâncias do homicídio que vitimou o indígena identificado como Eusébio Ká’Apor. A comissão será integrada pelo delegado titular da 8ª Regional de Zé Doca, Henrique Mesquita, titular da delegacia de Santa Luzia do Paruá, delegado Murilo Tavares Pereira, e investigadores.
De acordo com informações preliminares, o crime ocorreu na madrugada dessa segunda-feira (27) e o corpo do líder da Aldeia Ximborendá foi encontrado enterrado, com perfuração de arma de fogo, no Povoado Buraco do Tatu, há 40 km de distância da sede – município de Santa Luzia do Paruá."

Fonte: G1 MA

PS: Sobre o fato da morte ter sido providencial por madeireiros, esta é o principal ponto da investigação policial porém cabe informar que a matéria do G1 possui algumas ressalvas:
1 - O Delegado da Polícia Civil de Governador Nunes Freire (Delegado Marcelo Magno) está juntamente com os outros dois na investigação do caso; 
2- "Buraco do Tatu" não é oficialmente interior de Santa Luzia do Paruá como explicito na reportagem do G1;
3- A data informada da morte do índio também não é a mesma da informada na matéria do G1.

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