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terça-feira, 28 de abril de 2015

Gestão anterior usou "laranjas" para desviar dinheiro da SANTAPREV (Instituto de Previdência) de Santa Luzia do Paruá

Uma questão ainda é alvo de indagações por parte dos luzienses e principalmente por parte de funcionários públicos municipais de Santa Luzia do Paruá: ONDE TERIAM IDO PARAR O SALDO RESULTANTE DAS CONTAS DE INVESTIMENTO DO SANTAPREV (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Santa Luzia do Paruá)???
Para responder esta pergunta foi instaurada com muitas dificuldades no início de 2013 uma CPI para apurar o "rombo histórico" já que alguns vereadores da oposição fieis a antiga gestão municipal tentaram impedir que ocorresse qualquer investigação e votaram a favor da fragmentação dessas investigações.
Tendo como base os poucos documentos deixados pela gestão passada e relatórios financeiros ficou fácil iniciar uma linha de base que pudesse dar um desfecho positivo para essas investigações. O problema é que 2 anos já se passaram e o que é de interesse de todos os luzienses ainda não foi "jogado no ventilador" pela CPI da SANTAPREV e isto tem sido motivo de descontentamento por parte tanto da situação quanto da  oposição.
Toda a sujeira por detrás do rombo nas contribuições de funcionários públicos e sindicalistas só foi descoberta graças a uma grande parcela de ajuda do Banco Bradesco S/A e do Banco do Nordeste, que se prontificaram a ajudar a elucidar o caso. 
Hoje o Instituto é responsável por conceder aposentadoria, pensão, auxilio doença, licença maternidade, dentre outros benefícios aos funcionários públicos de Santa Luzia do Paruá.

QUANTO TINHA ANTES DA GESTÃO PASSADA E QUANTO RESTOU???
Esse foi o ponto culminante para as investigações até aqui já que com dados comprobatórios ficou comprovado que o ex-prefeito Riod Ayoub Jorge entregou a gestão com o saldo do SANTAPREV de 1.046.000,00 para o ex-prefeito Nilton Marreiros Ferraz. Pouco tempo depois, algo em torno de 6 anos à frente da gestão municipal, a administração através do Diretor Executivo Regivan Santos Costa informou oficialmente através de documentação que o saldo haveria ido à 2.328.992,18 mas no final das contas a gestão das obras inacabadas deu um "presente de grego" para a administração da Prefeita Eunice, deixando como saldo em 8 anos o valor financeiro de R$ 303.738,02 ou seja, um saldo inferior até do que o deixado pelo ex-prefeito Riod.
Para piorar ainda mais a situação daqueles que estiveram a frente da gestão anterior, ao realizar auditória no Instituto a gestão atual com auxílio do Banco do Bradesco constatou que pessoas que não eram sequer funcionários do município e que não residiam nem em Santa Luzia do Paruá recebiam diversos beneficios indevidamente.
Após a bomba explodir, o diretor executivo da instituição informou que coincidentemente havia deixado o cargo pouco tempo antes dos desvios passarem a ocorrer, porém o Banco Bradesco desmentiu em documentação essa afirmação e apresentou folhas de pagamento que comprovam que Regivan Santos Costa mesmo após supostamente ter saído da SANTAPREV, continuou recebendo seus vencimentos normalmente até dezembro de 2012 quando se encerrou o fracasso administrativo da gestão anterior. Mesmo informando da não ciência de todas as irregularidades encontradas no Instituto, o senhor Regivan foi contestado pelos seus ex-companheiros de instituição que informaram que nada saia e entrava no Instituto sem que o mesmo tivesse ciência. Outro fato narrado pelos ex-funcionários do Instituto SANTAPREV em depoimento assinado, foi a irregularidade que diz respeito à assinatura de cheques em branco, alguns funcionários informaram em depoimento assinado que eram incumbidos a assinar documentos sem ter qualquer informação do conteúdo a que este se referia e que quando questionaram a direção acerca do conteúdo eram incentivados a assinar sob a afirmação de que os documentos não tinham nenhuma representatividade.
O desgaste nos cofres da instituição se tornou em maior proporção coincidentemente no período eleitoral de 2012, mais precisamente em setembro de 2012, quando foram realizados saques milionários nas contas investimento no valor de R$ 1.130.000,00. Os fatos mostram que havia uma certeza absoluta: Que os responsáveis pelos esquemas após acordos políticos seriam mantidos em seus cargos após o resultado positivo nas eleições de 2012 e que tendo total controle da transparência seria impossível se detectar essas fraudes, porém aquilo que os que se encontravam à frente da instituição esperavam não aconteceu como o planejado. As investigações dão conta de que logo após o resultado das eleições 2012 e a perda histórica do grupo que atualmente é oposição, foi se iniciada uma espécie de operação interna para tentar mascarar as fraudes e evitar ao máximo o desgaste politico do grupo fragmentado formado por lideranças ligadas à ex-gestão.
Na tarde deste último sábado (25) ao visitar a senhora ELCIMAR MARIA FURTADO LAVOR PEREIRA, residente na Rua da Paz, no Centro de Santa Luzia do Paruá, a mesma informou que recebia e continua recebendo o benefício assistencial no valor de um salário minimo pela conta 777.041-3, mas ressaltou que não tinha conhecido da segunda conta 770.538-7 aberta em seu nome e onde foram depositados cerca de R$ 20.780,72. A dona Elcimar informou que jamais poderia imaginar que seria usada pela gestão passada como laranja para a realização dessas transferências e ainda não descartou entrar com uma ação na justiça contra aqueles que tinham acessos aos seus dados pessoais e que abriram conta em seu nome sem o seu consentimento.
Além da dona Elcimar, um outro nome que chama a atenção dentre os laranjas é o nome de MELKSEZEQUE FONTENELE, segundo as investigações, irmão de MIUZETE FONTENELE NASCIMENTO, contador da prefeitura e que poucos sabiam também ser o contador da SANTAPREV, recebendo seus vencimentos normalmente até o final de 2012 segundo o Banco Bradesco S/A.
Além destes. foram abertas contas nos nomes de ANGELICA PEREIRA DE SOUSA e ANTONIO MARCIO PEREIRA DE SOUSA, ambos residentes na cidade de Pio XII no Maranhão. Estes dois últimos são parentes e que coincidentemente informaram em depoimento serem ex-cunhados de Miuzete (contador da SANTAPREV e também ex-contador da Prefeitura na gestão passada). Ao serem indagados se tinham conhecimento do uso de contas com seus respectivos nomes, os 2 informaram que tinham cedido documentação a Miuzete mas se negaram a afirmar que receberam todo ou parte deste dinheiro.
O que tem incomodado os servidores municipais de Santa Luzia do Paruá é a inércia judiciária pois o Ministério Público em nenhum momento se posicionou oficialmente com o objetivo de sanar as dúvidas dos servidores municipais e iniciar uma investigação impar na busca pelo ressarcimento do dinheiro que saiu do esforço suado dos funcionários municipais.
 De todas as falas discursais, uma é unanime, o dinheiro roubado coincidentemente em pleno período eleitoral de 2012 jamais voltará aos cofres da SANTAPREV, então só nos resta desejar um parabéns irônico àqueles que ainda encontram forças no fim do túnel para defender o grupo que sucateou o município de Santa Luzia do Paruá deixando diversas obras inacabadas pela cidade, como as obras de reforma e ampliação do Estádio Serra Dourada onde o dinheiro sumiu, do Sistema de Abastecimento do Bairro São Francisco que ficou pela metade porque parte do dinheiro sumiu, da construção da Creche da Vila Celeste que foi abandonada em 2012 porque parte do dinheiro sumiu, da construção dos mais de 100 kits sanitários a serem construídos para os moradores do Bairro Bom Jesus que não ocorreu porque o dinheiro sumiu, da divida de aproximadamente 1 milhão deixada com a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL resultante da falta de repasse da parte que cabia à Prefeitura e que diz respeito aos empréstimos consignados, da dívida de mais de 200 mil reais referente a conta de energia do sucateado Hospital Francisca Melo. Cabe a todos nós luzienses dizer um NÃO à intimidação e cobrar da gestão e daqueles que tinham cargos de confiança no governo passado. 
ONDE FOI PARAR TANTO DINHEIRO??? Esse é o assunto de uma série de matérias que serão publicadas nos próximos dias e que envolvem nomes de ex-vereadores e autoridades municipais.

CONFIRA MAIS IMAGENS (CLIQUE PARA AMPLIAR):


Documento assinado pelo ex-diretor executivo da instituição formalizando que o ex-prefeito Riod havia deixado nos cofres cerca de 1.046.000,00 e que em 6 anos da antiga gestão o salto era de 2.328.992,18



Em junho de 2012 havia nos cofres da SANTAPREV 2.424,788,23. Isso pouco tempo antes
dos saques periódicos passarem acontecer, só que o caixa finalizou em dezembro de 2012 com pouco mais de 300 mil



2 laranjas usados que sequer prestaram serviços para o município, moram em PIO XII e coincidentemente são ex-cunhados do contador da SANTAPREV e da Prefeitura na Gestão Passada 
Último nome em destaque é parente do ex-contador da SANTPREV e da Prefeitura,
este também foi usado como "laranja" no esquema

Salários diferentes de funcionários diferentes na mesma conta
Segundo dados fornecidos oficialmente pelo Banco do Nordeste , foi feito um resgate de 1.130.000
em setembro de 2012, coincidentemente em pleno período eleitoral








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