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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Gastão Vieira mostra preocupação com o futuro político do grupo, "pula do barco" e diz que está pronto para ajudar Flávio Dino

Entre os maranhenses que figuraram no primeiro escalão do Governo Federal, ele teve cadeira cativa no Ministério do Turismo. Depois de quase 30 anos de vida pública, Gastão Vieira (PMDB) é uma personalidade política que conseguiu construir laços estreitos em várias esferas do governo federal.

Em entrevista exclusiva para o jornal O Imparcial, Gastão Vieira fala o seu futuro político e de seu grupo. O peemedebista, que pensar em deixar a legenda em breve, afirma que o grupo Sarney chegou ao fim e que as relações do Maranhão com o Governo Federal estão estremecidas.


Em um dos trechos da entrevista Gastão Vieira diz: 
"Ele vai ter que assumir o papel de formulador e o executor desse novo momento que esperamos para o estado. Há de se criar caminhos para que o Maranhão volte a ter o abraço do Governo Federal. Acho que este caminho ainda não está aberto e se for possível eu me coloco também à disposição do governador eleito para que essas pontes sejam reconstruídas."

Confira algumas das perguntas respondidas por Gastão Vieira ao jornal:


Como o senhor avalia que Roseana deixou o Maranhão para Flávio Dino?

Eu fiz campanha para Renato Archer em 1965, mas não tenho como negar que o governo de José Sarney foi um dos mais criativos e mais importantes que o Maranhão teve em toda sua historia. Ele atraiu técnicos e o Maranhão virou uma Babel. Vivemos um momento de grande euforia. Teve um segundo momento razoável e a partir daí entrou em processo de declínio. Eu fui secretario de Educação do primeiro mandato de Roseana, do governo que ela fez com um conjunto de técnicos que ajudaram ela a se eleger. O seu primeiro governo foi muito bom. O segundo governo, por discordar da criação de gerências regionais eu me afastei, tive uma rápida participação no governo que ela completou com a saída de Jackson e nesta gestão que terminou eu não tive nenhuma participação. Acho que o último governo dela foi muito diferente, ficou muita coisa a desejar. 

O PMDB passa por um desgaste interno e busca um novo líder. Como o senhor vê essa questão da disputa interna no partido?

Nesse momento não tem mais grupo. Podemos avaliar somente o passado, sem condições de pensar no futuro. Não existe nenhuma liderança com perfil de aglutinar as tendências diversas que ficaram com essa derrota. A vitória de Flávio Dino é inquestionável, pelo número de votos, pela maneira como empolgou a população e também nesse momento o Maranhão quer se conciliar com a sua autoestima. Eu duvido muito que vamos ter condições de fazer um enfrentamento na Assembleia. Em nome de quem e por quem? Cada um de nós vai buscar o seu caminho, se vamos nos juntar mais na frente é uma outra questão. Há um imenso vazio e não vejo nenhuma perspectiva desse grupo de se erguer.

O senhor pretende continuar no PMDB?


Eu não sei, pela primeira vez eu vou confessar publicamente. Eu, uma vez brincando, disse ao CQC que o PMDB era um partido que todo mundo mandava, ninguém obedecia e cada um fazia o que queria. O PMDB no Maranhão, por ter tanto cacique, se inviabiliza em construir um caminho para o futuro. Penso em sair do partido e buscar outro partido, onde a gente saiba exatamente quem manda e quem obedece.

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