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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Padre vitíma de racismo mora de favor no interior após protestos contra bispo

O padre Wilson Luís Ramos, transferido da paróquia matriz de Adamantina (a 578 km de São Paulo) após ter sido vítima de racismo por parte dos fiéis, está morando de favor na casa de outro padre da cidade e sua mãe está hospedada na residência de um morador da região.
"Ela acabou de deixar as roupas na minha casa. Eles não tinham para onde ir", afirma o homem que está hospedando a mãe do padre Wilson, e prefere não ser identificado.
A casa paroquial em Adamantina, onde o religioso estava, teve de ser esvaziada nesta terça-feira (09), mas a futura residência do pároco, na cidade de Dracena (a 634 km de São Paulo), ainda está ocupada. O padre da região, que ainda mora no local, não teria recebido o mesmo prazo para transferência.
Padre Wilson teve que deixar a casa paroquial em Adamantina após manifestantes terem invadido uma missa de crisma na igreja Santon Antônio de Pádua, no último domingo (07), para protestar contra o bispo Dom Luiz Antonio Cipolini, responsável pela mudança dele.
Na missa deste domingo (07), mais de 300 pessoas seguravam faixas contra transferência do padre Wilson, o primeiro pároco negro a ser nomeado para igreja matriz de Adamantina, há dois anos.
Os manifestantes ainda vestiam preto e usavam nariz de palhaço enquanto gritavam a frase que virou campanha na cidade: "Fica, Padre Wilson".
O alvo era o Bispo Cipolini, que celebrava a cerimônia de crisma de alguns jovens. A cerimônia foi interrompida pelo menos três vezes por causa de apitos e gritos que pediam a permanência do padre Wilson e menosprezavam a presença do bispo.
Por muitas vezes o padre tentou acalmar os ânimos dos jovens que protestavam pedindo calma e respeito ao bispo, mas só era atendido depois de alguns minutos. Pessoas sentadas nos bancos da igreja, que estava lotada, ficaram de costas para o altar em um sinal de desprezo.
Muitas pessoas que não fazia parte da manifestação começaram também a aplaudir e apoiar o protesto, mas depois a opinião se dividiu. "

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