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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Capital Maranhense do Mel: Santa Luzia do Paruá produz 800 toneladas de mel por ano

Santa Luzia do Paruá é conhecida popularmente como a capital maranhense do mel, a cidade de Santa Luzia do Paruá, distante 370 quilômetros de São Luís, é referência na produção de mel orgânico no Estado do Maranhão. Atualmente, a apicultura é a segunda maior atividade econômica da cidade, perde apenas para a agropecuária.
Segundo dados da Associação dos Apicultores e Trabalhadores Rurais do Vale do Paruá (Apivale), o município possui cerca de 200 apicultores, e que juntos, produzem 800 toneladas ao ano e movimentam mais de R$ 1 milhão por safra. Atualmente, o mel é vendido a R$ 7 reais o quilo.
O negócio é tão promissor que o Governo do Maranhão informou em setembro, que a previsão é de que em todo o Estado sejam produzidas cerca de 3.500 toneladas de mel, em 2014, oriundas da apicultura migratória e fixa. Um aumento significativo da produção, se comparado ao ano passado, quando foram colhidas, aproximadamente, 1.800 toneladas de mel.
A cidade tem localização privilegiada, no centro da região do Alto-Turí, noroeste do Maranhão, na Amazônia Maranhense, e tornou-se referencia na produção de mel de abelhas africanizadas. A produção local é considerada de mel orgânico, e tem chamado à atenção de países europeus que procuram a cidade no período de Entre safra, que vai de maio a setembro. Isso por que é utilizado nenhum tipo de agrotóxico e é explorada, a chamada "florada natural". "A nossa apicultura é muito rústica. E por ser região pré-amazônica pega a florada natural.
Sem contaminação. E isso conta muito, na hora de exportar", disse Francisco Sousa.
Outro fator importante são as flores da localidade. Segundo o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), 60 tipos de flores foram catalogadas no loca. Entre as mais comuns, está o Hortelã Bravo e a Vassourinha de Botão.
Segundo o Sebrae, o negócio apresenta ainda, como vantagens, o baixo volume de investimento, pois não é preciso ser proprietário de terras para iniciar uma pequena produção. Essa possibilidade é potencializada pelas condições tropicais brasileiras e pela utilização das abelhas africanizadas. Portanto, a apicultura representa uma possibilidade real de negócios e inclusão social, mesmo para quem dispõe de poucos recursos. Outro fator é que a apicultura não exige dedicação exclusiva, permitindo aos apicultores desenvolverem outras atividades sem que isso prejudique na criação de abelhas. Isso possibilita ocupação aos membros da família e viabiliza a geração de renda, assegurando a diversificação da produção na pequena propriedade.

COMO TUDO COMEÇOU
Tudo começou quando padre Abbas, maranhense de Lago Verde, tornou-se pároco da igreja de Santa Luzia. Ao perceber o potencial da localidade, o sacerdote resolveu incentivar a economia local através da apicultura. Com pouco mais de U$ 300 (trezentos dólares), conseguidos na Itália, montou no funda da igreja uma oficina de carpintaria para a confecção de colmeias. Em seguida, distribuiu para os locais. Pouco depois, com a ajuda de populares, montou a Turimel, primeira associação de produtores de mel da região.
"Depois que ele montou a associação o pessoal daqui se animou. A atividade ganhou força. O município cresceu, em relação à produção. De 200 quilos, passou para 500. De 500 passou para duas toneladas. Hoje tem apicultores que possuem dois caminhões. As pessoas pagavam as colmeias com mel. Hoje a atividade ganhou uma dimensão muito grande no município. E diversas associações foram criadas", contou Francisco de Sousa, de 60 anos, conhecido como Chico da Voz.

DIFICULDADES NO MERCADO
"Nem tudo são flores" na apicultura. Os trabalhadores reclamam das dificuldades de se obter tecnologia e da falta de incentivos por parte dos governantes. "Nós enfrentamos a dificuldade de não ter a tecnologia necessária. Em outros estados, os produtores têm a facilidade de adquirir insumos. Caminhão para transportar, vasilhame para armazenar e casa de mel para processar", relatou a presidente da Apivale, Maria Pereira.

A falta de apoio e de equipamentos faz com que a florada não seja bem aproveitada. "A gente não aproveita nem 10% do potencial de florada nossa. Justamente, pelas dificuldades" disse a administradora.

Fonte: TV Mirante-MA

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