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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A CONSCIÊNCIA FALOU MAIS ALTO: Tiririca contrariou o seu próprio partido e votou contra anistia de Dilma

O deputado Tiririca (PR-SP) foi um dos parlamentares que, na sessão do Congresso Nacional  que se prolongou até a madrugada desta quinta-feira (4), votou contra a própria bancada na análise do projeto de lei que altera a meta fiscal de 2014. Além do PR, também houve parlamentares com votos “solitários” no PDT, DEM, PROS e PSB.

Depois de mais de 17 horas de sessão, o texto-base da proposta - considerada prioritária pelo governo, mas muito criticada pela oposição - foi aprovado por volta das 3h45 desta quinta. Mas os governistas não conseguiram concluir a votação porque faltou quórum para a apreciação do último dos quatro destaques apresentados (propostas de alteração do texto principal). A votação desse trecho ficou para uma nova sessão, convocada para a próxima terça-feira (9).

O partido de Tiririca compõe a base do governo, tendo, inclusive o comando do Ministério dos Transportes, hoje chefiado por Paulo Sérgio Passos. Dos 31 representantes do partido na Câmara, 22 participaram da votação nesta madrugada e 21 apresentaram voto favorável ao texto enviado pelo Executivo. Tiririca, deputado mais votado do país em números absolutos nas eleições de 2010, foi a exceção.
Quem também deixou de seguir a própria bancada foi José Antônio Reguffe (PDT-DF), deputado mais votado proporcionalmente na eleições de 2010. Apesar de a liderança do PDT ter pedido aos correligionários da Câmara que votassem pela aprovação da proposta, o parlamentar apresentou voto contrário. Dos 18 membros da sigla na Casa, 15 compareceram à votação e 14 votaram a favor do texto.
Membro da base aliada do governo, outro parlamentar que votou sozinho em sua bancada e tentou evitar a aprovação do projeto que derruba a meta fiscal foi Miro Teixeira (PROS-RJ). O parlamentar, que fez carreira no PDT, chegou a ser ministro das Comunicações no governo de Lula e foi filiado ao PT, contrariou a sua bancada ao apresentar o único voto “não” de um total de 12 integrantes do PDT que foram  encaminhados para votar “sim”.
No caso do DEM e PSB a situação foi inversa.  As duas siglas eram contra aprovação da proposta do governo. No entanto, dos 11 integrantes da bancada do DEM que participaram da sessão, somente o deputado Mendonça Prado (SE) foi favorável ao texto. No PSB, que teve cinco deputados votando na sessão, Glauber Braga (RJ) foi o único a votar para que a proposta fosse aprovada.
Votos contrários em partidos aliados
Além de votos isolados tanto de deputados aliados quanto da oposição, a sessão foi marcada pela dissidência de parlamentares de alguns dos principais partidos da base. Dentre os partidos governistas, PP, PSD e PMDB são os que tiveram maior número de deputados que votaram contra o projeto.
Embora o texto-base tenha sido aprovado com folga – 240 votos a favor e 60 contra entre os deputados e 39 a 1 entre os senadores – o mapa da votação mostrou que 27 deputados filiados a legendas aliadas ao governo registraram voto contrário ao projeto.
Dos 71 deputados do PMDB – segunda maior bancada da Câmara e principal partido aliado do governo –, somente 40 registraram presença. Dos votantes, 36 se manifestaram a favor do projeto e quatro contra.

Dos 40 da bancada do PP, compareceram para votar 26, dos quais 17 votaram com o governo, sete contra e dois se disseram em obstrução. No PSD, dos 45 deputados, votaram 27 (21 a favor do projeto e seis contra).

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