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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Mesmo com papa latino-americano número de católicos na América Latina não para de cair

Nem mesmo a escolha de um papa latino-americano e a maneira mais próxima como Francisco tem se relacionado com os fiéis da Igreja Católica têm sido suficientes para alterar o crescimento do número de protestantes e a queda do número de católicos na América Latina. A afirmação é confirmada pelos dados da mais recente pesquisa realizada pelo Centro Pew Research, divulgada nesta quinta.

Os pesquisadores ouviram aproximadamente 30 mil pessoas em 18 países latino-americanos e no território norte-americano de Porto Rico. O resultado aponta que 69% das pessoas ouvidas disseram ser católicas, 19% protestantes e 4% de outras religiões (indígenas, de origem africana e outras). Outros 8% disseram não ter religião ou não ser adepto de nenhuma.
O papa Francisco tem uma imagem extremamente positiva na América Latina, mas isto não impede a contínua queda do número de adultos que se declaram católicos, de acordo com uma pesquisa realizada em 18 países. O estudo do instituto PEW Research mostra que atualmente apenas 69% dos adultos se identificam como católicos na região. A América Latina possui mais de 425 milhões de católicos, que representam quase 40% da população católica do planeta, mas o número de fiéis que procuram outra denominação religiosa aumenta de maneira sustentada, em sua maioria para denominações protestantes. A pesquisa PEW revela que 84% dos latino-americanos adultos afirmam que foram criados dentro do catolicismo. Como 69% deles professam a religião, a dedução é de que 15% procuraram outras igrejas. No sentido contrário, segundo o estudo, 9% dos latino-americanos afirmam que foram criados como protestantes, mas na idade adulta 19% deles se reconhecem em uma de suas denominações, o que ressalta a transição religiosa. "Em cada país pesquisado, a Igreja Católica registra perdas por causa da mudança religiosa, já que muitos latino-americanos se uniram a igrejas protestantes evangélicas ou simplesmente rejeitaram uma religião organizada", destacou o instituto. Neste quadro, aproximadamente um em cada quatro nicaraguenses, um em cada cinco brasileiros e um em cada sete venezuelanos se declaram como ex-católicos" Estas pessoas deixaram o catolicismo e se voltaram para uma série de denominações e igrejas independentes que, em geral, são consideradas protestantes. O estudo considera protestantes os batistas, adventistas, metodistas, luteranos e presbiterianos, assim como as igrejas pentecostais. Estas últimas reúnem quase metade dos fiéis, com a igreja Assembleia de Deus como a mais citada. Na Colômbia, por exemplo, 74% dos declarados protestantes afirmam que foram criados como católicos. Questionadas sobre as razões da mudança da Igreja Católica para uma denominação protestante ou evangélica, muitas pessoa citaram a "busca de uma conexão pessoal com Deus" (81%) ou a preferência por um tipo de ritual em sua nova igreja (69%). O PEW destacou que, em geral, a América Latina abraçou o papa Francisco (o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, um jesuíta), que tem uma imagem muito favorável, que em seu país natal chega a 91% dos entrevistadoss. "Mas Francisco não impressiona a todos por igual", afirma o estudo. Entre o contingente dos declarados ex-católicos, quase metade expressa apoio ao pontífice ou considera seu papado uma mudança para a Igreja Católica. Na Argentina, por exemplo, 91% dos adultos têm opinião favorável a Francisco, contra 3% que apresentam uma visão negativa. Na Guatemala, porém, o papa tem 54% de opiniões favoráveis e 17% contrárias, com 28% de pessoas sem uma opinião formada.

Fonte: UOL

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