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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Padre Marcelo Rossi se pronunciou sobre a recente suspeita de anorexia relatada por muitos de seus seguidores

Nacionalmente conhecido no Brasil e até no exterior, o padre Marcelo que detêm o carisma de católicos e simpatizantes no meio evangélico se pronunciou sobre as suspeitas que recaiam sobre o seu estado de saúde atual. Muito se comentava que o mesmo perdeu peso drasticamente logo após ser divulgada uma notícia que afirmava que o Vaticano o investigou por longos 10 anos, e que isto teria sido o ponto de partida para uma depressão e posteriormente a sua visível perda de peso.
Segundo o Jornal Folha de São Paulo, a  denuncia foi provocada por um religioso brasileiro, que acusou o padre de culto ao personalismo, exibicionismo por ir demais as TVs, de desvirtuar as práticas católicas e de transformar a missa em uma especie de "circo".
Sobre tudo o que já foi citado, Padre Marcelo se pronunciou dizendo:
"Na Bíblia, Jesus fala que o jejum deixa as pessoas mais inspiradas’’, lembra Padre Marcelo Rossi, ao comentar que passou por um período de restrição alimentar enquanto compunha as canções de "O tempo de Deus’’, CD que ele lança essa semana. O regime severo, no entanto, foi além da motivação criativa, chegando à anorexia. Por só se alimentar de alface e hambúrguer num período de depressão, o homenzarrão de 1,95m de altura foi dos 128kg aos 60kg, no fim do ano passado. Mas apesar de ainda despertar intenso burburinho pela magreza — sua presença no Círio de Nazaré, em Belém do Pará, no último dia 12, causou verdadeira comoção nas redes sociais — ele garante que a saúde está 100%.
— Estou de volta aos meus 80 e poucos quilos, que é o meu peso normal. Mas como as pessoas me viram muito inchado durante meses, estranham. Chegaram a dizer que eu estava com câncer, meu Deus! Até a minha mãe estranhou. Já voltei a ter uma dieta equilibrada, pratico a minha caminhada e a minha corrida na esteira diariamente, estou muito bem — afirma Padre Marcelo, que não teve acompanhamento médico durante o restabelecimento: — A oração foi a minha salvação. Também não usei remédio antidepressivo, só minha conexão com Deus.
A depressão foi desencadeada por um acidente na esteira há quatro anos. O padre quebrou a perna, ficou numa cadeira de rodas por seis meses usando anti-inflamatórios e ganhou peso. Ferido em sua vaidade pelos comentários dos fiéis sobre seu sobrepeso, o homem sempre atlético, formado em Educação Física, tomou a atitude radical na alimentação.
— Sou vaidoso com relação ao corpo e ao cabelo. Tomo Finasterida (remédio para cortar a queda de cabelo) há anos, sem me preocupar com as consequências. Sou celibatário, isso não tem importância para mim (um dos efeitos do medicamento é a impotência sexual) — revela.
O padre também diz que se tornou alvo de energias ruins:
— Perdi meus três cachorros, e isso me deixou infeliz. Eles morreram um atrás do outro, do nada. A inveja e o mal existem, mas não posso reclamar, só rezar mais.
Agora livre da doença, ele a analisa com outros olhos.
Foto de alguns meses atrás que comprova uma possível mudança fisica
— A depressão foi uma bênção de Deus na minha vida. Achava que isso era frescura, escutava testemunhos e não dava muita bola — diz ele, que transformou o sofrimento nas canções do novo disco e num livro sobre ansiedade e depressão, a ser lançado em 2015: — Assim como o CD "O tempo de Deus’’, creio que o livro vai ajudar pessoas que sofrem do mesmo mal.
"O tempo de Deus’’, com 14 músicas, chega aos consumidores a R$ 10.

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